05 Maio 2010

Mais pout-pourri

http://farm1.static.flickr.com/129/354923996_809ad49478.jpg Em fevereiro desse ano o site oficial de Eva Yebabuena anunciou o espetáculo Lluvia no Rio de Janeiro para 11 de maio. A turnê brasileira incluindo outras cidades, inclusive Curitiba, foi crescendo e aparecendo na agenda do site aos poucos. Houve mudanças nas datas das turnês e o show de Curitiba foi cancelado - apesar disso, continua na agenda do site oficial de Eva até hoje. O ingresso vendido no Teatro Bradesco, em São Paulo e em outros teatros do Brasil é para o espetáculo Pasión Flamenca - 10 anos de Eva Yerbabuena (a informação é confusa, já que a primeira montagem da artista foi em 1998, ou seja, seriam 12 anos e não 10). Como explica a crítica de dança Helena Katz nesse artigo, Pasión Flamenca é uma colagem de coreografias de outros espetáculos de Yerbabuena, uma espécie de pout-pourri. Perde-se nessas produções o conceito do espetáculo, o fio condutor que une as coreografias é rompido já que são misturadas concepções de diferentes montagens. Como aponta a própria Katz, mesmo sem essa unicidade, o virtuosismo técnico e a elegância do trabalho de Yerbabuena não costumam desapontar a platéia.
Por outro lado, nos desapontam as informações cruzadas entre o site da produtora e o da artista e as mudanças de datas e espetáculos sem nenhuma nota de esclarecimento.

3 comentários:

Ivna disse...

Muito verdade Luiza...
eu fiquei super desapontada, pois estava louca pra ver Lluvia.
Além do que, como Vitória está fora do eixo de grandes espetáculos, eu tive que mudar a minha passagem que tinha comprado com antecedência.
Achei uma mega falta de respeito da produção...
Mas enfim, né!
Eva é sempre Eva, vale a pena assisitir por ela.
Beijos!

Marilyn disse...

muito bom texto. tens que mandar essae artigo pra algum jornal ai de sampa! bjo

Luiza disse...

Obrigada, Mari!

Acho uma falta de respeito tbm, Ivna. E essa falta de comunicação faz parecer que a organização acredita que ninguém vai perceber a diferença entre uma coisa e outra. As pessoas que entendem e se importam tem que reclamar mesmo.