Mostrando postagens com marcador jornalismocultural. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornalismocultural. Mostrar todas as postagens

23 janeiro 2008

Entrevista com el Pequeño

Florianópolis, sexta-feira 18 de janeiro, dez horas da noite. Lá fora, começara uma chuva que inundaria as casa de dezenas de catarinenses. Mas, de dentro do Calamar Café, um bar espanhol (e não um café) no centro da cidade, as alunas recém-saídas do workshop de El Peque estavam comentando os passos do cursos e os músicos passando la guitarra de mão em mão, o Brasil e suas calamidades pareciam uma terra muito distante e era mais fácil acreditar que o bar tinha se transferido para uma esquina de Triana, pois só se sentia flamenco.

Talvez, grande parte da agitação se devesse a presença do professor que, no andar debaixo, respondia às minhas perguntas como se me conhecesse há anos. "Eu curto muito o flamencão gitano, da família Montoya, da família Maya, mas meu corpo é conteporâneo, sou da nova geração", diz ele. "Por mais que eu queira dançar daquele jeito, não dá, é automático e eu não acho que essa conteporaneidade do flamenco vá tirar a essência da dança", ele responde quando pergunto sobre seu estilo preferido. A entrevista durou mais de uma hora e a edição da web-reportagem me custou três dias na frente do computador e uma bela dor nas costas. Mas, ei-la pronta:

21 janeiro 2008

Causeries du Lundi

Entre texto de flamenco e a reportagem do Danny também resolvi dar uma lida no livro Jornalismo Cultural, do Daniel Piza, editor-executivo e colunista cultural do Estadão. Estou ainda nos primeiros capítulos, nos quais ele conta um pouco da história da crítica cultural. Talvez mais adiante na leitura o próprio autor possa esclarecer uma dúvida que tive ao ler: será que todo jornalista de cultura tem que ser um também um crítico cultural? É claro que o jornalismo em geral pressupõe uma certa dose de espírito crítico, mas no caso da história do jornalismo cultural, ou dos fragmentos de história escolhidos por Piva, todos os nomes citados aparecem por causa do peso que tiveram seus textos de crítica cultural. Se isso for verdade, não é normal que hoje em alguns veículos a crítica venha separada - graficamente inclusive - do que é considerado jornalismo imparcial. Acho que essa divisão nem sempre existiu, ou assim parece, a julgar pelos "primeiros jornalistas culturais".
Isso me fez lembrar o documentário sobre o João Cabral que assisti no ano passado para escrever a reportagem Morte e Vida Sevilhana. No filme Cabral diz que só se tornou escritor por que não tinha conhecimento suficiente para ser crítico de literatura. Sua vontade inicial não era escrever poesia, mas criticar. Posso compreender que ele quis dizer que para ser crítico é preciso ter mais conhecimento do que para ser escritor. Também é preciso ter mais conhecimento para ser crítico do que para ser jornalista cultural? E se isso for verdade, são os críticos muito geniais ou os jornalistas é que precisam conhecer mais?